segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Testes de mísseis feitos pelo Irã são atos 'provocativos', diz Casa Branca

Teerã testou armas capazes de atingir Israel, diz TV estatal. Anúncio ocorre três dias antes da retomada de negociações.
A Casa Branca qualificou nesta segunda-feira (28) os últimos testes de mísseis anunciados pelo Irã de "provocativos".

O governo americano pediu a Teerã que abra imediatamente o acesso às suas instalações nucleares, três dias antes do reinício das negociações entre Irã e as potências sobre a questão.

As Forças Armadas do Irã lançaram nesta segunda-feira (28) “com sucesso” um míssil Shahab-3, de longo alcance, durante exercícios militares, informou a TV estatal.

Os mísseis têm alcance de cerca de 2.000 km, podendo atingir, em tese, Israel, bases norte-americanas no Oriente Médio e parte da Turquia.

No domingo (27), o Irã havia lançado dois mísseis de curto e médio alcance. Os canais estatais Al-Alam e Press TV mostraram imagens das manobras militares nas quais os mísseis de curto alcance Tondar-69 e Fateh-110 foram lançados em um terreno semelhante a um deserto.

As TVs não precisaram o alcance dos primeiros testes com mísseis, mas especialistas em defesa acreditam que o Fateh possa atingir alvos a 170 km de distância e o Tondar, a 150 km. Além disso, foram testados os mísseis Shahab-1 e Shagab-2.

Tensão

As manobras são realizadas após o recrudescimento das tensões entre o Irã, de um lado, e Estados Unidos, França e Grã-Bretanha, de outro, por causa da informação, divulgada no fim da semana passada, de que Teerã está construindo uma nova usina de enriquecimento de urânio.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que a única finalidade da usina é produzir energia, e que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), responsável por monitorar as questões nucleares mundiais, foi informada dos planos iranianos há poucos dias, mais de um ano antes de as instalações entrarem em operação.

Mesmo assim, os três países condenaram a iniciativa iraniana, e o presidente americano, Barack Obama, afirmou que prefere uma solução diplomática para a crise.

Representantes iranianos e de seis potências militares mundiais (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha) se reúnem em Genebra, Suíça, na quinta-feira (1º de outubro), para discutir com o Irã uma série de temas, incluindo o programa nuclear iraniano.

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